VALERIAN E A CIDADE DOS MIL PLANETAS | CRÍTICA
Direção
Roteiro
Efeitos Visuais
Fotografia
Elenco
3D
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‘NOVO SCI-FI DO DIRETOR DE O QUINTO ELEMENTO É UMA CÓPIA ATUALIZADA DO CLÁSSICO DOS ANOS 90’

Em 1997, Luc Besson já tinha mostrado com O Quinto Elemento todo seu poder de direção e criatividade. O Sci-fi francês daquela época se tornou um marco na indústria cinematográfica até hoje apesar da crítica mista – a extravagância e a diversão era o que Besson buscava em tela. Lucy (2014) também é um ótimo exemplo da impressão que Besson passa às pessoas: o cuidado em deixar todo quadro o mais belo possível.
O que essas duas obras têm em comum, além da beleza estética? Os dois se preocupam mais em impressionar visualmente do que narrativamente, com um roteiro até promissor demais para um desenvolvimento raso e pífio. Em Valerian e a Cidade dos Mil Planetas não foi diferente. O diretor teve liberdade e orçamento para fazer do seu novo sci-fi um dos maiores blockbusters de 2017, equilibrando ainda mais seu nível criativo com o valor da sua imaginação, mas falhando em contar uma boa história.
 
A temática hollywoodiana de herói está presente em toda a sua essência: Valerian (Dane DeHaan) e Laureline (Cara Delivingne) são os melhores agentes espaço-temporais da galáxia e são designados para identificar e neutralizar uma força desconhecida no espaço. Delivingne (Esquadrão Suicida, 2016) e DeHaan (Espetacular Homem-Aranha, 2014) são os responsáveis por levar Valerian para frente. Enquanto Delivingne luta para o pessoal esquecer sua performance no filme da DC, DeHaan sai do barato e elogiado Poder Sem Limites (2012)  para o espaço. É notável a evolução do astro em cena, mostrando que tem tanto timing para comédia como talento para dramatizar.
 
Assim como em O Quinto Elemento e Lucy, o roteiro de Besson derrapa na construção dramática; o arco romântico de DeHaan e Delivingne é sem profundidade e artificial; o plot principal, principalmente no segundo ato, acontece sob explicações demais e coesão de menos; e as revelações e reviravoltas tampouco causam surpresas. A individualidade dos personagens também não acontece, visto que dez minutos da participação implantada de Rihanna como Bubble causa mais empatia que a maioria dos papéis em mais de duas horas.
Valerian e a Cidade dos Mil Planetas surpreende mesmo na experiência visual – e é recomendado assistir em 3D. A nova produção de Luc Besson só prova mais uma vez o talento incrível do diretor em embelezar todo ambiente capturado pelas lentes da câmera. As criaturas belíssimas à la Avatar casam perfeitamente com a fotografia colorida de Valerian. O maior defeito da carreira de Besson, aparentemente, é tentar americanizar suas obras – o filme é francês mas perde a maior característica do cinema do país: a história bem contada.
Ficha Técnica


VALERIAN E A CIDADE DOS MIL PLANETAS (Valerian And The City Of a Thousand Planets)
Distribuidor: Diamond Films
Gênero: Ficção Científica, Ação, Aventura
Classificação Etária: 12 anos
Data de Lançamento: 10 de Agosto de 2017
Tempo de Duração: 2h 18min
Direção: Luc Besson
Roteiro: Luc Besson
Produção: Luc Besson
Trilha Sonora: Alexandre Desplat

Elenco: Dane DeHaan (Valerian), Cara Delivingne (Laureline), Clive Owen (Auru), Rihanna (Bubble), John Goodman (Igun)

Sinopse: Em 2740, Valérian e Laureline são dois agentes espaço-temporais. A bordo de sua nave Intruder, a dupla cruza o espaço e o tempo para realizar as missões que lhes são confiadas pelo Governo dos Territórios Humanos. Esta nova aventura leva-los para a estação espacial Alpha que abriga 17 milhões de pessoas dos quatro cantos do universo. Cerca de 8000 espécies estão trocando seus conhecimentos, tecnologias e competências. O pior lugar para investigar.

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