ROBIN HOOD - A ORIGEM | CRÍTICA
Roteiro
Direção
Enredo
Elenco
Fotografia
Trilha Sonora
2.0Pontuação geral
Avaliação do leitor: (0 Votos)

‘Exagero, exagero e mais exagero’

Por Fernando Teixeira

Com o diretor Otto Bathurst, estreante nos cinemas e passando pelos roteiristas (também estreantes) Bem Chandler e David James Kelly, Robin Hood: A Origem se perde em um mar de exageros e falta de sentido. Começamos pelo figurino de um excelente filme de ação dos anos 2000, mas que se passa no tempo das Cruzadas (1095 – 1291), tema que foi até bem explorado, já que o Bathurst tenta mostrar o quanto a política e a religião estão ligadas ao contexto geral do filme, mas até isso foge do ponto com frases de efeito e uma vontade incessante de mostrar o quanto o clero é corrupto, como se duvidasse da inteligência do expectador para entender tal fato.

Cadê as espadas?

Seguindo a linha dos figurinos, temos as armas, ou melhor temos arcos e flechas, e é isso. Chega a ser inacreditável uma luta corpo a corpo, no meio de uma guerra e os soldados só utilizarem o arco e flechas, mesmo no tempo que as espadas eram consideras as armas de melhor manuseio.

Roteiro

Sobre o roteiro, temos um desenvolvimento cansativo, pouco explorado, com diálogos que ficam em momentos absurdos, incrédulos e por muitas vezes rasos, ao ponto de gerar até momentos cômicos (apesar de ser a intenção).  Mesmo com toda essa confusão, podemos destacar a fotografia, que explora bem os cenários gigantescos, com inúmeros figurantes e remete bem a uma cidade caótica, porém, isso não ajuda em nada ao filme, porque é pouco aprofundado quando o assunto é mostrar a miséria que o povo passa por todo esse caos que envolve governo, impostos e guerras.

No meio disso tudo temos Taron Egerton (Robin Hood) que não entrega nada além de uma atuação simples, Jamie Foxx (Little John) que não te deixa sentir nem um pouco a dor de perder um filho no meio de uma guerra e Eve Hewson (Maid Marian), que até tenta passar o sentimento de uma mulher forte, mas também esbarra na falta de toda vontade do elenco e seus dois roteiristas.

‘Rouba dos ricos para dar aos pobres?’

Por fim, Robin Hood: A Origem não se trata de um ladrão que “rouba dos ricos para dar aos pobres”, se trata de um jovem sem uma motivação para agir, com um pesado uso de efeitos especiais em slow motion, e um triângulo amoroso que não convence, não te prende e que vai te fazer lembrar “Robin Hood – O Príncipe dos Ladrões” (Kevin Reynolds, 1991), não pelas (poucas) referencias, mas pela sua qualidade, já que a sua “origem”, é melhor esquecer.

Ficha Técnica

 

ROBIN HOOD – A ORIGEM (Robin Hood, 2018)
Distribuidor: PARIS FILMES
Gênero: Aventura. Ação
Classificação Etária: 14 anos
Data de Lançamento: 29 de Novembro de 2018
Tempo de Duração: 1h 56 min
Direção:  Otto Bathurst

Elenco:Taron Egerton, Eve Hewson, Jamie Foxx, Jamie Dornan, Bem Mendelsohn, Tim Minchin, Paul Anderson.

 

Comentários

comentários