NETFLIX | HOUSE OF CARDS - 5ª TEMPORADA (CRÍTICA)
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‘A PERMANÊNCIA NA CASA BRANCA SERÁ O MENOR DOS PROBLEMAS’

Ao final do quarto ano, vimos mais um desafio da chapa Underwood na presidência dos Estados Unidos. O foco ali era a conquista dos eleitores para as eleições presidenciais que viriam a acontecer em breve. Logo, a season finale deixou aquele gostinho de “quero mais” ao não revelar a contagem dos votos entre Frank Underwood (Kevin Spacey) e Will Conway (Joel Kinnaman).
Tudo indicaria que a quinta temporada de House Of Cards seguiria mais uma trama fechada no âmbito governamental, centrada apenas em mais quatro anos de mandato, e foi o que parecia acontecer até a primeira metade da temporada. Mas o que aconteceu foi uma das melhores e mais arriscadas cartadas da série até aqui, ascendendo os coadjuvantes e destacando ainda mais a dupla protagonista.

Melissa James Gibson e Frank Plugliese, que assumiram o cargo-chefe após a saída de Beau Willimon, apostou em dividir a trama em dois arcos: fechar as eleições presidenciais e mostrar as consequências dos atos do passado. A baixa ficou na primeira metade do quinto ano, que aconteceu de forma preguiçosa. As cartas na manga aqui ficaram com a introdução de Mark Usher (Campbell Scott) e Jane Davis (Patricia Clarkson), que, mesmo acontecendo rápido o bastante para parecer um tapa-buraco, se encarregaram dos problemas governamentais com qualidade. O Conway de Joel Kinnaman não acontece tampouco, mesmo com uma atuação digna do ator.

Na segunda metade, entretanto, os quatro anos e meio de House Of Cards levaram a uma excelente virada de mesa. Gibson e Pugliese resgataram alguns eventos do passado para criar uma atmosfera obscura de suspense e investigação que fica visível na fotografia da série – vemos uma mudança nítida nas paletas de cores, que alteram do neutro dos primeiros episódios para um tom escuro e sombrio na parte final. A representação dessas mudanças é vista, principalmente, em Claire (Robin Wright), que já vinha ganhando um destaque maior e nessa temporada tomou toda atenção para ela (é interessante perceber que o figurino dela dita o rumo dos episódios). A atriz mostra que é uma das, se não a melhor, protagonista feminina de uma série da atualidade, criando uma carga dramática envolta da mulher mais poderosa do mundo. Aliás, vale mencionar que os dois últimos episódios são os melhores do quinto ano e foram dirigidos por quem? Exatamente, Robin Wright.
Kevin Spacey e seu Frank Underwood não fica muito atrás. Spacey encarna ainda mais no seu personagem e nunca fraqueja – quando pensamos que o personagem está perdendo, ele vem e dá uma rasteira em todo mundo. A season finale guarda uma dos melhores plot twist da série, que envolve também Michael Kelly e sua excelente participação nessa temporada.

 O caminho que House of Cards tomou na quinta temporada mostra a ousadia e o interesse que a dupla teve em expandir a série além da luta diária de Frank Underwood em se manter na presidência. Aliás, depois da grande reviravolta nos minutos finais da season finale, a permanência na Casa Branca será o menor dos problemas.

Ficha Técnica

HOUSE OF CARDS

Distribuidor: Netflix
Gênero: Drama
Classificação Etária: 14 anos
Data de Lançamento: 30 de Maio de 2017
Tempo de Duração: 59 minutos
Direção: Melissa James Gibson, Frank Pugliese
Roteiro: Melissa James Gibson, Frank Pugliese

Elenco: Kevin Spacey (Frank), Robin Wright (Claire), Michael Kelly (Doug), Campbell Scott (Mark), Patricia Clarkson (Jane Davis), Paul Sparks (Tom)

Sinopse: Frank Underwood é um astuto congressista norte-americano que é traído pelo presidente que ele ajudou a eleger. Com a ajuda da esposa, de uma jornalista ambiciosa e de um outro político com problemas com alcoolismo, Underwood inicia um plano para minar adversários políticos e conquistar, em alguns anos, a presidência dos Estados Unidos.

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