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O arlequim acanhado, sempre desconfortável com o próprio corpo e sem talentos sociais parece ter ganhado a batalha em Hollywood e foi promovido. Jesse Adam Eisenberg, que acostumou-se a fazer papéis com a descrição anterior ganha de Woody Allen um carimbo ímpar para saltar de vez da prateleira dos nerds para a dos semi-garanhões – “Café Society” é o filme, último triunfo. Esse filme garante uma atuação madura e o jovem judeu nova-iorquino, personagem em que está muito confortável, cede em suas aspirações na Hollywood da primeira metade do século XX e conquista a sua terra natal, NYC, como gerente de uma casa noturna e, nesse meio tempo, consegue o amor de duas jovens encantadoras.

Nascido em 5 de outubro de 1983, NYC, estreiou nas telonas em “Roger Dodger” (2002, direção de Dylan Kidd), apesar de já ter participado da série televisiva norte-americana “Get Real” (1999). “O Clube do Imperador” (2002, Michael Hoffman), “A Vila” (2004, direção de M. Night Shyamalan), “A Lula e a Baleia” (2005, direção de Noah Bauhman), “Amaldiçoados” (2005, dirigido por Wes Craven – terror) e uma série de outros comoA Educação de Charlie BanksThe Hunting Party, One Day Rain, The Living Wake”, “Some Boys don’t Leave”, “Beyond all Bounderies”, “Holly Roalers”, “Camp Hell”.

Daí então, temos “Adventureland” (2009, direção de Greg Mottolla), “Zombieland(2009, direção de Rubem Fleischer),O Solteirão” (2010, direção de Brian Koppelman e David Levien),  “A Rede Social” (2010, dirigido por David Fincher) – a sendo esse seu lançamento mundial como protagonista de filmes mais robustos –, “Rio” (2011, direção de Carlos Saldanha), “30 Minutos ou Menos” (2011), Why stop Now?” (2012), Free Samples (2012), “Para Roma com Amor” (2012), He’s way more famous than you(2013), “Truque de Mestre” (2013), Night Moves(2013),The Double (2013),  “Rio 2” (2014), The End of the Tour” (2015),Louder than Bombs (2015), “American Ultra” (2015), “Batman vs Superman” (2016), “Truque de Mestre: segundo ato” (2016), “Café Society” (2016) e “Liga da Justiça” (2017).

Jesse Eisenberg e Kristen Stewart em "Café Society"

Jesse Eisenberg e Kristen Stewart em “Café Society”

Seu cachinhos e sua fala veloz, astuta, construíram uma imagem pública muito peculiar, que visagista algum seria capaz de inventar. Seu ritmo de trabalho só aumenta com três filmes lançados por ano. Como é de costume aos artistas de grandes estúdios, não se sabe muito sobre seu posicionamento em questões controversas, mas ele está acostumado a ser o mais inteligente no recinto, como disse a revista  Rolling Stones sobre ele. Muito de suas visões  políticas pode ser percebido no que escreve para veículos como The New Yorker. Sim, ele também escreve. Seu diploma superior na New York University é em Artes Liberais, com foco em Democracia e Pluralismo Cultural.

Quem não se lembra da arara desengonçada ou do Mark Zuckerberg que passou a perna no sócio brasileiro? Jesse conseguiu a atenção do grande público e ganhou seus fãs cativos. Sempre fazendo o gênero espertinho atrapalhado ele chegou a obter críticas bastante favoráveis, havendo, contudo, quem mantenha uma opinião mais severas sobre o rapaz: dizem que tem tiques como ator e que não seria tão versátil. Permitam discordar, mas estamos falando de um intérprete que já fez papéis bastante diferentes entre si, além de manter a carreira sólida na televisão e no teatro; estamos falando de alguém bastante criativo e de sensibilidade aflorada.

Eisenberg como Lex Luthor em "Batman vs Superman"

Eisenberg como Lex Luthor em “Batman vs Superman”

Agora ele é ao mesmo tempo um jovem apaixonado que troca Los Angeles por Nova Iorque, ou, Kristen Stewart por Blake Lively, e um Lex Luthor desequilibrado. É uma década promissora para um ator tão peculiar, que não é nem um grande galã, nem um grande cômico, apesar de ter feito ótimo trabalho como o antagonista Lex Luthor.  Fato é que desde seu prêmio de ator mais promissor no Festival de San Diego até sua indicação ao Oscar de melhor ator, ele pôde aprimorar sua técnica e aprender muito dentro da Indústria.

A verdade é que ele está dentro de um dos maiores lançamentos dos últimos anos: “Batman vs Superman”. Jesse não tem do que reclamar. É um vilão muito bem pago. Até seu tipo, que é desinteressante para alguns, passou a ser alvo de comentários impetuosos e, a seu modo, ele é também um sex symbol. Sempre comedido e engraçadinho nas entrevistas, ele ganha a admiração pelo sarcasmo, mas sabemos, Jesse é mais que isso.

 

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