“Bryan Singer tinha em mãos um bom arco da história dos mutantes da Marvel”

Finalizando a segunda trilogia de X-Men (X-Men: Primeira Classe e X-Men: Dias de um Futuro Esquecido), a sequência de abertura de “X-Men: Apocalipse”, mais um da série sob a direção de Bryan Singer (X-Men: Dias de um Futuro Esquecido – 2014), impressiona. No antigo Egito, o vilão En Sabah Nur (Oscar Isaac), conhecido como Apocalipse, se prepara para transferir sua consciência para o corpo de outro mutante, e assim, conseguir a vida eterna e manter seu status de deus. Em meio a excelentes efeitos visuais e uma boa sequência de ação, vemos a queda do vilão traído por seus seguidores.

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Milênios depois, já na década de 80, En Sabah Nur ressurge com o objetivo de iniciar uma nova civilização com apenas os mais fortes, começando com quatro poderosos mutantes que serão seus “cavaleiros” e mais fiéis seguidores (Magneto entre eles). Para impedi-lo, Mística (Jennifer Lawrence) se une ao Professor Xavier (James McEvoy) e sua equipe, incluindo alunos novatos que ainda estão aprendendo a controlar as incríveis habilidades que possuem.

Bryan Singer tinha em mãos um bom arco da história dos mutantes da Marvel, mas falha em desenvolver mal a história de Apocalipse. Inicia envolvendo o aspecto religioso, mas não o amplifica de maneira coesa. A exemplo dos quatro cavaleiros do Apocalipse, Singer não consegue usá-los de maneira relevante. Personagens que são fortes nos quadrinhos, no filme são fracos e quase sem importância. Apenas o personagem Magneto é tentado a ser relevante na história, mas que também foi explorado de forma rasa. Uma questão interessante é sobre a atriz Olivia Munn, que interpreta a personagem Psylocke. Poderia ter interpretado tranquilamente a Mulher Maravilha em Batman vs Superman. A Atriz tem mais característica e carisma para ser a Princesa Amazona da DC. Ao término do filme, fica a sensação que o vilão Apocalipse é utilizado somente para contar a história de criação dos heróis X-Men.

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Lawrence passa boa parte do filme sem a maquiagem azul característica da personagem, e apesar da explicação plausível, fica claro que o objetivo é não esconder o rosto da atriz pelo maior tempo possível. A participação de Hugh Jackman como Wolverine é breve, mas violenta, e deve empolgar os fãs do Carcaju dos quadrinhos. Novos no elenco, Sophie Turner e Tye Sheridan assumem os papéis de Jean-Grey e Scott Summers com êxito, ganhando destaque.

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Cheio de referências aos quadrinhos, o filme apresenta um roteiro bem construído, mas peca no vilão. A jornada de En Sabah Nur em busca da divindade começa de forma interessante, mas ao longo do filme, é levada de forma rasa, e o propósito do caricato antagonista acaba se perdendo. A maquiagem pesada não ajuda, e limita em excesso a atuação do excelente Oscar Isaac.

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As cenas de batalha empolgam, embora o ritmo da luta final não se mantenha, e os efeitos especiais se alternam em questão de qualidade, mas que em alguns casos compensam o 3D quase desnecessário. Quem esperava por mais uma cena épica do velocista Mercúrio (Peter Evans) não vai se decepcionar. A sequência de X-Men: Apocalipse consegue ser ainda melhor do que a de “Dias de Um Futuro Esquecido”, e além de uma história de fundo interessante, o personagem gera boa parte dos momentos engraçados do longa. A utilização da tecnologia é sustentada justamente para as cenas do herói, que foram as mais empolgantes. Comparando com outros velocistas já conhecidos do cinema e de série de TV, “Mercúrio” do diretor Bryan Singer e interpretado por Evans, de longe é o melhor retratado.

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Apesar do vilão fraco, e de uma premissa que poderia ser melhor explorada, X-Men:Apocalipse é um blockbuster divertido, que tem ótimas tiradas, vale destacar uma referência a saga de Star Wars, que dá uma leve alfinetada na trilogia anterior de X-Men. Apresenta bem o elenco mais jovem e deixa o caminho livre para a continuação da série. E pode ficar no cinema um pouco mais. Tem uma importante cena pós-créditos!

 

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X-MEN: APOCALIPSE (X-MEN: APOCALYPSE)
Distribuidor/Produtora: 20th Century Fox
Gênero: Ação
Classificação Etária: Livre
Data de Lançamento: 19 de Maio de 2016 ( Brasil )
Tempo de Duração: 2h 24min
Direção: Bryan Singer
Produtores: Lauren Shuler Donner, Simon Kinberg, Bryan Singer, Hutch Parker
Roteiro: Simon Kinberg
Elenco: James McEvoy (Professor Xavier), Michael Fassbender (Magneto), Jennifer Lawrence (Mística), Oscar Isaac (En Sabah Nur/Apocalipse), Nicholas Hoult (Fera), Rose Byrne (Moira MacTaggert), Tye Sheridan (Scott Summers), Sophie Turner (Jean-Grey), Lucas Till (Alex Summers).
SINOPSE:
Após o ressurgimento do poderoso mutante En Sabah Nun, que tem como objetivo estabelecer uma nova ordem mundial, Mística e o Professor Xavier se unem para formar uma equipe e frustrar os planos do vilão.

 

Crítica | X-Men: Apocalipse
Roteiro
Direção
Elenco
Efeitos Especiais
Trilha Sonora
Maquiagem
Pontos Positivos
  • Elenco
  • Efeitos Especiais
  • Pontos Negativos
Maquiagem
  • Direção
3.2Pontuação geral
Avaliação do leitor: (3 Votos)

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