CRÍTICA | THOR: RAGNAROK
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‘TERCEIRO FILME FUNCIONA MAS NÃO TEM DIFERENCIAL PARA DEIXAR SUA MARCA’

A fórmula Marvel de produzir filmes de longe é ruim. A maioria de seus filmes consegue passar um conjunto muito bom, além de divertir o espectador e ganhar muito dinheiro. O diferencial do estúdio neste Universo Cinematográfico sempre foi conectar estes longas em um grande arco principal, que se iniciou há nove anos com o primeiro Homem de Ferro (2008) e terminará com Vingadores 4, em 2019.

Alguns longas, é claro, não seguem diretamente este diferencial, como Homem-Formiga (2016) ou Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017), por exemplo (eles servem como introdução), mas os heróis A do Universo devem sim seguir este princípio e funcionar tanto como um organismo de um sistema quanto uma célula única. Não é o caso de Thor: Ragnarok, terceiro e – possível – último filme do Deus do Trovão interpretado pelo recém descoberto astro da comédia Chris Hemsworth. Ragnarok consegue funcionar sozinho graças a fórmula Marvel, aqui ainda mais presente do que nunca, mas como continuação do Universo é descartável.

Após os eventos de Vingadores: Era de Ultron (2015), Thor (Chris Hemsworth) voltou ao espaço a fim de procurar as jóias do infinito restantes. Nos primeiros minutos de filme, Ragnarok já descarta qualquer ligação com o restante do Universo. Eric Pearson (Agent Carter, 2015-16) arruma uma desculpa chula – que, por sinal, Hemsworth mascara muito bem com toda carisma – para seguir com a trama principal, na qual Asgard está sob ataque e corre risco de ser destruída, e o herói terá que se recompor para impedir a vilã Hela (Cate Blanchett) de dominar seu planeta natal.

Os elementos que compõem a estrutura Marvel de fazer sucesso continuam presente. Com o auxílio do diretor Taika Waititi (Hunt For The People, 2016), a comédia está tão presente quanto a ação – o humor é mais cara-de-pau que Guardiões da Galáxia (2014), por exemplo. O timing perfeito para o cômico de Chris Hemsworth diverte bastante, com diálogos carregados de piadas e tiradas do personagem entre suas cenas de pancadaria. Mark Ruffalo e Tom Hiddleston também fazem boas participações na descontração e nas cenas de ação. No mais, reviravoltas sem peso e previsíveis estão presentes, inclusive envolvendo Cate Blanchett (Carol, 2016) e sua Hela, vilã que não se desenvolve – o que já é normal no MCU.

Desde o anúncio de Waititi como diretor, já dava para ter ideia de que Thor: Ragnarok tivesse foco na comédia, o que não significava que as batalhas sempre grandiosas dos filmes da franquia ficariam de fora. Pelo contrário. As sequências de ação são muito bem filmadas e a trilha sonora casa muito bem com as porradas – as cenas de abertura e final de Ragnarok são cantadas por ninguém menos que Led Zeppelin. a fotografia colorida e feliz à la Guardiões da Galáxia preenche a tela do cinema de beleza, mesmo o 3D não sendo a melhor experiência.

A Marvel dificilmente erra nas suas produções. Thor: Ragnarok tem todos os temperos de um filme do estúdio, e os exageros em alguns ingredientes melhoram a experiência final. Acontece que, nove anos depois, o público já se cansou da mesmice em seus filmes, e o diferencial, a cereja do bolo, não existe no último filme do Thor. É tão divertido quanto esquecível.

Ficha Técnica

THOR: RAGNAROK
Distribuidor: Disney
Gênero: Comédia, Aventura, Ação
Classificação Etária: 12 Anos
Data de Lançamento: 26 de Outubro de 2017
Tempo de Duração: 130min
Direção: Taika Waititi
Roteiro: Eric Pearson
Produção:  Marvel Entertainment
Elenco: Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Cate Blanchett, Tom Hiddleston

Sinopse: Thor (Chris Hemsworth) está preso do outro lado do universo. Ele precisa correr contra o tempo para voltar a Asgard e parar Ragnarok, a destruição de seu mundo, que está nas mãos da poderosa e implacável vilã Hela (Cate Blanchett).

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