CRÍTICA | PANTERA NEGRA
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‘NOVO FILME DA MARVEL FLERTA COM A REALIDADE E É O MAIS SÉRIO DO ESTÚDIO’

Pantera Negra não poderia ter estreado em uma época mais importante. Tempos em que o racismo tanto na Indústria Cinematográfica quanto no cotidiano estão sendo constantemente debatidos, o novo filme do Universo Cinematográfico Marvel caiu como uma luva para levar a mensagem ao maior número de pessoas. Ryan Coogler (Creed: Nascido Para Lutar, 2015) dirige o melhor filme entre os mais recentes lançados pelo estúdio, se destacando, acima de tudo, por entregar algo mais relevante do que os anteriores.

Não é difícil perceber o diferencial de Pantera Negra frente aos seus predecessores. A começar pelo estilo de Coolger em criar uma atmosfera dramática em cima de um roteiro não tão complexo – também escrito por ele. O diretor utiliza todos os artifícios, cenário, figurino, personagens, assim como fez em Creed (2015), afim de auxiliar na evolução do protagonista, no caso T’Chaka (Chadwick Boseman). Com isso, toda equipe de coadjuvantes participam de forma direta no longa, do seu interesse romântico (Lupita Nyong) até o vilão rebelde (Michale B Jordan).

O estilo de Coogler também, vindo desde sua estreia no cinema em Fruitvale Station: A Última Parada (2013), é destacar a cultura negra e da periferia em seus longas, e Pantera Negra não é diferente. Com um orçamento mais complexo, o diretor destaca a beleza da cultura africana com figurinos exuberantes e cenários estonteantes – algo mais chamativo do que Thor: Ragnarok (2017), ao apresentar outros costumes, mostrou em 2017. Pantera Negra fala sobre culturas diferentes, social e economicamente, de um país desconhecido da África – um alerta de que existe beleza em lugares historicamente invisíveis.

Pantera Negra pode ser considerado o filme mais sério da Marvel pois mostra uma situação muito delicada que vem sendo discutido com bastante frequência nos dias de hoje. O roteiro faz uma crítica ao governo Trump e discussões políticas sobre Guerra Nuclear. É praticamente um filme de guerra, concentrado no período de negociações e conversas.

O último filme do estúdio antes do desfecho do Universo Cinematográfico não dá continuidade à trama principal e liga as pontas que faltavam para Guerra Infinita. Pantera Negra é um filme que funciona sozinho do início ao fim, introduzindo um personagem novo da melhor forma desde o primeiro Homem de Ferro, há 10 anos. É um herói com futuro promissor para o pós-Guerra Infinita.

Ficha Técnica

PANTERA NEGRA (Black Panther, 2018)
Distribuidor: Disney Pictures
Gênero: Aventura. Ação
Classificação Etária: PG-13
Data de Lançamento: 15 de Fevereiro de 2018
Tempo de Duração: 134min
Direção: Ryan Coogler
Roteiro: Ryan Coogler e Joe Robert Cole
Produção: Disney
Elenco: Michael B Jordan, Chadwick Boseman, Lupita N’Yong, Forest Whitaker

Sinopse: Após a morte do rei T’Chaka (John Kani), o príncipe T’Challa (Chadwick Boseman) retorna a Wakanda para a cerimônia de coroação. Nela são reunidas as cinco tribos que compõem o reino, sendo que uma delas, os Jabari, não apoia o atual governo. T’Challa logo recebe o apoio de Okoye (Danai Gurira), a chefe da guarda de Wakanda, da irmã Shuri (Laetitia Wright), que coordena a área tecnológica do reino, e também de Nakia (Lupita Nyong’o), a grande paixão do atual Pantera Negra, que não quer se tornar rainha. Juntos, eles estão à procura de Ulysses Klaue (Andy Serkis), que roubou de Wakanda um punhado de vibranium, alguns anos atrás.

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