CRÍTICA | MISSÃO: IMPOSSÍVEL - EFEITO FALLOUT
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‘SEXTO FILME REINVENTA O PADRÃO DA FRANQUIA E SURPREENDE’

É fato que será luto mundial quando Tom Cruise e a franquia Missão Impossível se separarem. Cruise fez da série seu maior projeto na carreira e se doou mais do que se esperava para dar o melhor entretenimento ao público. Em retorno, boas bilheterias e aceitação especialmente dos que curtem ação desenfreada – e ilógica na maior parte das vezes -, fizeram da parceria um grande sucesso por 21 anos. No quinto filme da franquia, intitulado Efeito Fallout, a dupla já mostra sinais de conclusão, mas arruma fôlego para concluir a trama do agente Ethan Hunt com competência e, o principal objetivo, eleva a ação a um nível quase nunca visto.

Em Efeito Fallout, as atitudes anteriores de Ethan (Tom Cruise) levam as autoridades a acreditarem que o agente seja um dos responsáveis por roubar uma arma nuclear e ameaçar destruir o mundo. Na surdina e fugindo de todos, ele e sua equipe precisam achar os verdadeiros inimigos e evitar a destruição mundial. Christopher McQuarrie, que tem assinatura tripla no longa (direção, roteiro e produção), melhora todas as qualidades já vistas na franquia e, meio que finalizando a linha dramática que começou no terceiro filme – quando introduziu o lado mais humano de Ethan Hunt – faz com que Tom Cruise se aventure no drama – e o resultado é muito bom.

O protagonista está em sua melhor forma mesmo 21 anos depois. A cada pausa para apreciar o ator dispensando os dublês e se jogando de lugares perigosos é perceber que ele ainda parece aguentar mais um ou dos filmes, ainda mais se der certo como os outros. Efeito Fallout funciona também na boa escolha do elenco, que traz os personagens antigos de volta e dá espaço para os novos se destacarem, como é o caso de Henry Cavill (que aqui tá mais Superman do que nunca!). Uma ótima inclusão é a participação feminina no filme, que em nenhum momento é estereotipado, muito pelo contrário, são bem desenvolvidas dramaticamente e rendem ótimas cenas de ação.

Em todos os Missão Impossível até agora, cada sequência fazia seu clímax maior que o anterior, e aqui não é diferente. Tom Cruise está em sua melhor missão, duas vezes maior que em Nação Secreta. Mérito de McQuarrie, que, de uma simples corrida do protagonista em Londres a um salto da estratosfera faz parecer tão grandioso como realmente é. O diretor enche o filme de planos gerais, onde, na maioria das vezes, o foco se torna os cenários belíssimos – a perseguição em Paris e a sequência final em Caxemira são absolutamente umas das cenas mais incríveis e lindas do ano até agora!

A franquia Missão Impossível se destaca principalmente por sempre melhorar o padrão da série, fazendo com que a sequência sempre se sobressaia ao anterior, seja em trama, na ação ou em ambos. Em Efeito Fallout, o mais impressionante é fazer com que o público, mesmo sabendo o que esperar, se surpreenda com filme. Objetivo cumprido com êxito.

Ficha Técnica

MISSÃO: IMPOSSÍVEL – EFEITO FALLOUT (Mission: Impossible – Fallout, 2018)
Distribuidor: Paramount Pictures
Gênero: Ação, aventura, espionagem
Classificação Etária: 14 anos
Data de Lançamento: 26 de Julho de 2018
Tempo de Duração: 2h 28min
Direção / Roteiro: Christopher McQuarrie
Produção: Christopher McQuarrie, J.J Abrams

Elenco: Henry Cavill (Walker), Tom Cruise (Ethan), Rebecca Ferguson (Ilsa), Simon Pegg (Benji)

Sinopse: Obrigado a unir forças com o agente especial da CIA August Walker (Henry Cavill) para mais uma missão impossível, Ethan Hunt (Tom Cruise) se vê novamente cara a cara com Solomon Lane (Sean Harris) e preso numa teia que envolve velhos conhecidos movidos por interesses misteriosos e contatos de moral duvidosa. Atormentado por decisões do passado que retornam para assombrá-lo, Hunt precisa se resolver com seus sentimentos e impedir que uma catastrófica explosão ocorra, no que conta com a ajuda dos amigos de IMF

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