CRÍTICA | MILLENNIUM – A GAROTA NA TEIA DA ARANHA
Roteiro
Enredo
Direção
Fotografia
Elenco
Trilha Sonora
3.5Pontuação geral
Avaliação do leitor: (1 Voto)

‘QUARTO LIVRO DA SÉRIE MILLENNIUM FINALMENTE GANHA ÀS TELAS’

Por Fernando Teixeira

Sete anos após “Millennium – Os Homens que não Amavam as Mulheres”, o novo longa Millennium – A Garota Na Teia Da Aranha traz Claire Foy (a aclamada atriz da série “The Crown”) como Lisbeth Salander, Sverrir Gudnason como Mikeal Blomkvist e todo um novo elenco para a trama do diretor Fede Álvarez (A Morte do Demônio, 2013).

Seguindo bem a formula do primeiro longa norte americano (já que existe a trilogia Sueca de mesmo nome), o filme traz o ambiente pesado de um inverno Russo, onde Lisbeth é contratada pelo programador Balder (Stephen Merchant) para “recuperar” (ou na forma clara, roubar) um programa chamado Firefall, que o mesmo criou para o governo americano na intenção de controlar sistemas de lançamentos nucleares pelo mundo.

Lisbeth Salander (Claire Foy) in Columbia Pictures.

Podemos falar que Millennium – A garota Na Teia da Aranha tem tudo que um filme de espionagem precisa: traição, câmeras escondidas, segredos e salvação do mundo no final do filme. Mas não é só isso (e nem de longe), o roteiro consegue apresentar um lado mais humano de Lisbeth, porque temos Camila (Sylvia Hoeks) sua irmã como vilã e líder de uma organização criminosa, Os Aranhas, que também estão em busca do Firefall.

Podemos também destacar Christopher Convery (August Balder), que consegue entregar uma criança com sentimentos retraídos e com a personalidade de um pequeno “gênio” de uma forma muito verdadeira, em contra ponto, não conseguimos falar o mesmo de Lakeith Stanfield (Ed Needham), com uma interpretação totalmente perdida e confusa, o ator se perde entre ser um super hacker que trabalha para a NASA e um espião que cai em truques bobos. Claire Foy representa o seu papel como Lisbeth Salander e entrega uma atuação franca, consegue convencer quanto ao sentimento de confusão por tudo que está acontecendo e a força quando demonstra a raiva que a personagem sente por seu pai.

Camilla Salander (Sylvia Hoeks) in Columbia Picture’s

Mas como nem tudo são flores, conseguimos perceber que o filme se perde um pouco no tempo, o roteiro explora bastante as questões entre a violência contra a mulher e o controle de armas, mas acaba amarrando e enrolando muito a passagem dos atos, o que faz o enredo ser “cansativo”, e nisso temos um desenvolvimento lento, o que prolonga o desfecho final, que por total falta de sentido é corrido demais e “fácil” demais.

Não Convence

Com uma fotografia belíssima e com gigantescos planos gerais de paisagens, “A Garota na Teia da Aranha” até consegue nos introduzir em um ambiente de caos e conflitos, mas não convence quanto à questão principal do filme “o mundo em perigo” e isso é o que realmente deixa a desejar, pois o espectador fica na eterna espera pelo desfecho, para um fim preguiçoso e totalmente esperado.

Ficha Técnica

 

MILLENNIUM: A GAROTA NA TEIA DE ARANHA (The Girl in the Spider’s Web: A New Dragon Tattoo Story, 2018)
Distribuidor: SONY PICTURES
Gênero: Suspense, Drama
Classificação Etária: 12 anos
Data de Lançamento: 08 de Novembro de 2018
Tempo de Duração: 1h 57 min
Direção:  Fede Álvarez

Elenco: Claire Foy (Lisbeth Salander); Sverrir Gudnason (Mikael Blomkvist); Sylvia Hoeks (Camilla Salander); Lakeith Stanfield (Ed Needham); Claes Bang (Jan Holster); Vicky Krieps (Erika Berger); Stephen Merchant (Frans Balder); Cameron Britton (Plague).

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