CRÍTICA | GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL. 2
Direção
Roteiro
Elenco
Fan-Service
Efeitos Visuais
Trilha Sonora
4.7Pontuação geral
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‘A MELHOR VIAGEM NO TEMPO/ESPAÇO QUE VOCÊ TERÁ’

Amor à primeira cena. Essa é a sensação nos minutos inicias da nova aposta da Marvel. O longa Guardiões da Galáxia Vol. 2 chega com a difícil missão de repetir ou superar o sucesso de crítica, bilheteria e aceitação do público que a primeira produção, lançada em 2014, teve. Mas será que a relação de amor entre os terráqueos e a trupe de Peter Quill vai continuar? Embarque nessa viagem com a gente e descubra.

Dessa vez a missão dos Guardiões é manterem-se unidos como família recém-formada, mas sem esquecer as raízes individuais que cada integrante possuí. Claro que a premissa sentimental não se sustenta sozinha, mas nada que não se resolva com muitas explosões, corridas intergalácticas, vilões misteriosos e cenas hilárias que se afinam com lutas milimetricamente coreografadas.

Um dos acertos do filme é ser despretensioso. A produção, com pouco mais de 2 horas, bebe na fonte do sarcasmo e vai até o limite com o sentimento de “não nos levamos nem um pouco a sério”, mas isso é feito com tanta maestria que o resultado final passa anos luz de distância do caricato, mas acerta em cheio no humor inteligente, que nem sempre é tão inteligente assim, mas nunca soa fora de hora ou forçado.

O alívio cômico é apresentado constantemente pelo roteiro e na interação dos personagens por intermédio de diálogos fluídos e hilários. O roteiro e direção mantém a assinatura de James Gunn, que também teve essa jornada dupla no primeiro filme, mas agora apresenta um trabalho ainda mais conciso e delicioso de assistir. A estrutura do longa é impecável e se baseia amplamente no desenvolvimento através da reação em cadeia com um plot twist que culmina isso tudo e encaminha ao ato final do filme. Ato esse que tira um pouco de cena as gargalhadas e abre espaço para apresentar uma profundidade maior ao time de super-heróis e tira o feeling de bi dimensionalidade dos personagens coadjuvantes.

O elenco já veterano composto por Chris Pratt (Peter Quill), Zoe Saldana (Gamora), Dave Bautista (Drax), Karen Gillan (Nebula), Michael Rooker (Yondu) retorna totalmente afinado ampliando ainda mais a qualidade do trabalho apresentado anteriormente. As vozes de Bradley Cooper (Rocket) e Vin Diesel (Baby Groot) podem ser ouvidas novamente nos personagens computadorizados que ajudam na ação, humor e até mesmo com uma pitada de drama.

Quanto ao elenco de estreantes o sucesso também é garantido. Kurt Russell (Tango & Cash – Os Vingadores, 1989) consegue abocanhar mais uma atuação memorável ao seu vasto e qualitativo currículo. Russell interpreta Ego, que dispensa apresentações com um nome autoexplicativo. A atriz Pom Klementieff (Oldboy – Dias de Vingança, 2013) interpreta sua “ajudante” Mantis com a promessa de integrar de forma mais profunda futuras produções desse universo. Menção honrosa a participação de Sylvester Stallone (Os Mercenários, 2010) e Glenn Close que aparecem de forma rápida, mas satisfatória.

Em questões técnicas o filme vai além do esperado. Maquiagem, figurinos e efeitos visuais causam um êxtase aos olhos, mas tudo que é visto apresenta uma qualidade muito superior ao primeiro longa. A direção de arte acerta em cheio em todos os detalhes, como, cores, texturas e ambientação de cada cena. Percebe-se uma fidelidade com a expressão visual dos HQ’s, mas com um toque de ousadia e originalidade. Um dos pontos que mais impressiona no longa é a preocupação com detalhes. É como que cada frame do filme tivesse camadas infinitas a serem descobertas e apreciadas. Se já fizermos apostas para o Oscar 2018, o longa desponta como favorito em categorias técnicas.

A imersão nessa galáxia é embalada também pela trilha sonora que, assim como no primeiro filme, potencializa as emoções propostas e garante ao espectador um espetáculo à parte e total satisfação auditiva. Acha um exagero? Então confira um pouco mais sobre a Awesome Mix Vol. 2. Ponto alto para cena de batalha semi épica ao som de The Chain da banda Fletwood Mac, além da cena inicial do filme que já figura no hall de melhores cenas da Marvel com facilidade. A score do filme não foge muito do clichê, mas a edição e mixagem de som faz com que ela funcione perfeitamente. Graças a esses elementos tão alinhados e em total conformidade o filme proporciona a melhor viagem no tempo/espaço que você terá. Graças a excitação aos olhos e ouvidos que a produção fornece.

O fan-service é apresentado em forma de banquete aos mais atentos e conhecedores de personagens B e C, mas não dando a sensação de que o longa é apenas um “fragmento” numa história maior sendo contada. Sabemos a importância dos Guardiões no desfecho da fase 3 do Universo Cinematográfico Marvel, mas de uma forma completamente diferente do assistido em Capitão América: Guerra Civil (2016), que transmitiu apenas o presságio de algo maior que está chegando.

Guardiões da Galáxia Vol. 2 entrega a melhor surpresa que um cinéfilo pode ter: um filme que supera as expectativas e – polêmica lançada – é uma continuação melhor que a original! Só nos resta aguardar como os Guardiões aparecerão em Vingadores: Guerra Infinita, com lançamento previsto para ano que vem. Cena pós-crédito? Tá tendo e tá tendo muito. Não saia da sala até o último segundo do último crédito final.

Ficha Técnica

GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL. 2 (Guardians of the Galaxy Vol. 2)
Distribuidor: DISNEY / BUENA VISTA
Gênero: Ação, Ficção científica, Comédia
Classificação Etária:
Data de Lançamento:  27 de abril de 2017
Tempo de Duração: 2h e 16 minutos
Direção: James Gunn
Roteiro: James Gunn
Produção: Kevin Feige, Louis D’Esposito, Victoria Alonso, Stan Lee, Jonathan Schwartz

Elenco: Chris Pratt (Peter Quill / Star-Lord, Zoe Saldana (Gamora), Dave Bautista (Drax), Michael Rooker (Yondu), Karen Gillan (Nebula), Kurt Russell (Ego), Sylvester Stallone (Stakar Ogord), Pom Klementieff (Mantis).

Sinopse: Agora já conhecidos como os Guardiões da Galáxia, os guerreiros viajam ao longo do cosmos e lutam para manter sua nova família unida. Enquanto isso tentam desvendar os mistérios da verdadeira paternidade de Peter Quill (Chris Pratt).

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