“DEPOIS DE 17 ANOS, BRUXA DE BLAIR ESTÁ DE VOLTA”

Bruxa de Blair (1999) foi um dos primeiros filmes de terror a tentar mudar um pouco o que vinha sido feito até então no gênero. Com uma boa ideia e algumas técnicas de filmagem que poucos tinha usado até então, alguns universitários conseguiram um sucesso estrondoso com o primeiro filme. Depois de 17 anos, essa tão falada “continuação” tenta resgatar o clima do primeiro filme, porém não há mais a inovação e praticamente utiliza a mesma linguagem da história original.

História das lendas das florestas de Maryland

História das lendas das florestas de Maryland

Na história, depois de 17 anos – Peter (Brandon Scott) ainda acredita que sua irmã (desaparecida misteriosamente em uma das florestas de Maryland) está viva e com ajuda de seus amigos e uma pista na internet vai ao lugar com a esperança de reencontra-la. Sua irmã foi participar de um documentário sobre as lendas da floresta e sumiu misteriosamente. Quando um vídeo vai parar nas redes com evidências encontradas na floresta, Peter consegue localizar quem postou, mesmo desconfiando que é fake. Com a condição de levá-la vai com essa pessoa ao local verificar o que ainda existe por lá.

Com muitos equipamentos modernos (aparelho de GPS, walkie-talkies, micro-câmeras e por incrível que pareça – um drone) a equipe adentra a floresta. Quando isso ocorre, coisas misteriosas começam a acontecer e não há equipamento de última geração que dê jeito. A partir daí a história começa a ficar muito parecida com a do filme original. Gritos na floresta, símbolos de bruxaria, pessoas desaparecendo e muito susto.

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Símbolos de bruxaria aparecem na floresta

Utilizando o gênero de “found footage” (é um gênero de filme surgido nos anos 1980. Trata-se de um filme se passando por um documentário filmado com uma simples filmadora) os diretores  do novo filme – (Wingard e Barrett) conseguem recriar a atmosfera do primeiro longa, porém o problema é que desde o filme original isso já vem sendo feito exaustivamente por outras histórias de terror e diretores. Não há mais a novidade e a linguagem acaba cansando o espectador.

Bruxa de Blair (2016) consegue se aproximar do filme original com o mesmo tema interessante de antes, com boas imagens e sem muitos sustos gratuitos, mas não impacta mais por já termos visto a linguagem de “found footage” e técnicas de filmagens parecidas excessivamente em histórias do gêneros de 17 anos para cá.

Ficha Técnica

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BRUXA DE BLAIR (Blair witch)
Distribuidor/ Produtora: Paris Filmes
Gênero: Terror
Classificação Etária: 12 anos
Data de Lançamento:  15 de setembro de 2016
Tempo de Duração: 90 min
Direção: Adam Wingard
Roteiro: Simon Barrett
Produtores: Jess Calder, Keith Calder, Roy Lee, Steven Schneider
Fotografia: Robby Baumgartner
Montador: Rick Shaine
Trilha Sonora: Adam Wingard

Elenco: Brandon Scott (Peter), Callie Hernandez (Lisa), Corbin Reid (Ashley), James Allen McCune (James), Valorie Curry (Talia), Wes Robinson (Lane)

Sinopse:

Um grupo de estudantes universitários resolve se aventurar na floresta  para desvendar os mistérios que cercam o desaparecimento da irmã de James, que muitos acreditam estar ligado à lenda da Bruxa de Blair. Eles criam esperanças de encontrar a garota, especialmente quando um vídeo é postado na internet. Mas com o cair da noite, o grupo é surpreendido por uma presença ameaçadora e percebem que a lenda pode ser real.

CRÍTICA | BRUXA DE BLAIR
Direção
Roteiro
Elenco
Fotografia
Edição
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