CRÍTICA | ATÔMICA
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‘2017 É O ANO DAS MULHERES NO CINEMA’

Hoje em dia filmes protagonizados por personagens femininas ganham ainda mais importância na Indústria justamente por terem coragem suficiente para inovar. A Marvel foi uma das primeiras que teve essa chance após Scarllet Johansson e sua Viúva Negra cair nas graças do público em seu Universo Cinematográfico, mas não acreditou na revolução que tal projeto causaria nos próximos anos.
Com isso outros estúdios começaram a apostar no Girl Power e viram retornos significativos na bilheteria, como a franquia Star Wars e sua Rey (Daisy Ridley), Jogos Vorazes e sua Katniss (Jennifer Lawrence) e, o mais recente, Wonder Woman e sua histórica Diane Prince (Gal Gadot). Atômica, o mais novo exemplo dessa remessa, eleva ainda mais o ‘Girl Power’ no cinema, em um filme tão certeiro quanto as porradas que Charlize Theron dá.
David Leitche, mais conhecido por seu trabalho como dublê e coreógrafo de lutas, dirige seu segundo filme como cineasta de ação – o primeiro foi o bom John Wick – De Volta ao Jogo (2014). Em Atômica, Leitche volta a fazer um bom trabalho no que ele se destaca, sabendo encontrar o ângulo certo para cada sequência e usar toda desenvoltura da atriz numa coregrafia bem ensaiada e pesada. Aqui cenas em plano sequência e a câmera em cima dos personagens fazem da coreografia o ponto forte do filme. Inclusive, a ambientação durante a Guerra Fria faz com que Atômica tenha a sensação de filme sombrio dos anos 90 – a fotografia acinzentada nos dois lados da Alemanha dão liberdade para as cenas de ação intensas e exagerada.
Tudo isso foi transmitido de forma simples e eficaz em cima do roteiro de Kurt Johnstead (300, 2006). Aqui Lorraine se vê metida com agentes de outros países por conta de uma lista que continha nomes de espiões perigosos e procurados. Em flashbacks, a protagonista narra o seu ponto de vista da missão, em diálogos econômicos e que sempre acrescentam a versão da personagem. Nada é desnecessário e o alívio cômico também pontual – bem presente no personagem de James McAvoy – ajuda entre uma sequência de briga e outra.
Sem enrolação, Atômica começa, desenvolve e termina um ótimo filme de espionagem. A representatividade feminina aqui é objetiva e certeira também, mais um bom exemplo do girl power na Industria Cinematográfica esse ano. 2017 é o ano das mulheres no cinema.
Ficha Técnica

ATÔMICA (Atomic Blonde)
Distribuidor: Universal Pictures
Gênero: Ação, espionagem
Classificação Etária: 16 anos
Data de Lançamento: 31 de Agosto de 2017
Tempo de Duração: 1h 55min
Direção: David Leitche
Roteiro: Kurt Johnstead
Produção:  87ElevenClosed on Mondays EntertainmentDenver and Delilah Productions
Elenco: Charlize Theron (Lorraine), James McAvoy (David), Eddie Marsan (Spyglass), John Goodman (Emmett)

Sinopse: Lorraine Broughton (Charlize Theron), uma agente disfarçada do MI6, é enviada para Berlim durante a Guerra Fria para investigar o assassinato de um oficial e recuperar uma lista perdida de agentes duplos. Ao lado de David Percival (James McAvoy), chefe da localidade, a assassina brutal usará todas as suas habilidades nesse confronto de espiões.

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