‘EM CERTOS MOMENTOS, TORNAR-SE VIAJANTE’

O filme A Nona Vida de Louis Drax , baseado no livro homônimo de Liz Jensen, caminha entre gêneros, até então, sem muita relação entre eles: Fantasia e Suspense. Essa mistura pode causar certa estranheza ao público, mas nada que faça invalidar o filme. O longa, a princípio, trata de uma abordagem da morte e de alguém que parece predestinado a não ter uma vida longa, mas na verdade se propõe a muito mais que isso.

A sinopse envolve o caso curioso de um menino que passa por uma série de acidentes desde seu nascimento e chega a ficar em coma após sobreviver à queda de um penhasco. A partir de então, o médico vivido por Jamie Dornan cuida do caso e se envolve com sua mãe. O psicólogo (Oliver Platt) do garoto é chamado a fazer parte desse grupo que tenta desvendar o ocorrido e uma situação e assim se dá o ponto de partida para o desenrolar do filme.

a_nona_vida_de_louis_drax-3

Bom exemplo de um tipo de cinema despretensioso que o diretor Alexandre Aja tece.

Louis Drax é vivido por Aiden Longworth, que consegue dar matizes bastante peculiares à sua personagem. O menino sarcástico e esquisitão conta sua história de um jeito que faz quem assiste se indagar o tempo todo qual o grande segredo da trama. A narrativa começa e temos a impressão de que uma história singela e sensível vai ter início, mas somos surpreendidos pelo desenrolar do filme e um final incômodo e até macabro.

O filme pode, em certos momentos, tornar-se “viajante”, mas no final há um porquê para tantas elipses de sentido e simbolismos. É um bom exemplo de um tipo de cinema despretensioso que o diretor Alexandre Aja tece, usando uma linguagem inusitada construída a partir de lapsos diferentes de memória e ação.

a_nona_vida_de_louis_drax-1

Louis Drax é vivido por Aiden Longworth.

De maneira pouco científica, são incluídos elementos como um certo espiritismo no desvendar do caso de Louis Drax. A partir desse ponto temos a questão do sobrenatural, que até então se limitava à licença poética e ao realismo fantástico da narrativa, porém passa a ser base para a história. Também merece destaque a produção, que apesar de não apresentar grandes efeitos ou inovações cumpre o papel de contar uma história de maneira simples e com algum suspense. O mais interessante é mesmo a atmosfera que circunda o garoto, que passa a ser uma figura digna de pena ou curiosidade.

Não estamos falando de um ganhador de prêmios, mas tampouco um filme fraco. Vale a pena ressaltar também que sua temática e linguagem não são universais; mas orientadas a um nicho. Até por esse motivo, muitos podem desgostar da história por transitar pelo terreno do impopular.

Ficha Técnica

a_nona_vida_de_louis_drax
A NONA VIDA DE LOUIS DRAX (The 9th Life Of Louis Drax)
Distribuidor/ Produtora: Imagem Filmes
Gênero: Terror, Suspense
Classificação Etária: 14 anos
Data de Lançamento: 20 de outubro de 2016
Tempo de Duração: 1h 48min
Direção: Alexandre Aja
Roteiro: Max Minghella
Produtor: Alexandre Aja, Shawn Williamson, Max Minghella

Elenco: Aiden Longworth (Louis Drax), Jamie Dornan (Doutor Allan Pascal), Sarah Gadon (Natalie), Aaron Paul (Peter), Oliver Platt (Doctor Perez), Molly Parker (Detective Dalton), Barbara Hershey (Violet), Anjali Jay (Macy)

Sinopse
Louis Drax (Aiden Longworth) é um garoto brilhante na escola, mas com sérias dificuldades em fazer amigos. Os colegas o consideram estranho e vários acontecimentos sombrios se passam ao seu redor. Ao completar nove anos, ele cai de um abismo e fica em coma. Seu pai (Aaron Paul) logo é apontado como culpado pelo ocorrido, devido a uma discussão durante um piquenique em família. Cabe ao dr. Allan Pascal (Jamie Dornan) cuidar da recuperação de Louis, por mais que sinta-se cada vez mais atraído pela mãe dele (Sarah Gadon).

CRÍTICA | A NONA VIDA DE LOUIS DRAX
Direção
Roteiro
Elenco
Fotografia
Trilha Sonora
Cenografia
3.4Pontuação geral
Avaliação do leitor: (0 Votos)

Comentários

comentários