CRÍTICA | A BAILARINA
Direção
Roteiro
Fotografia
Trilha Sonora
Dublagem
3.8Pontuação geral
Avaliação do leitor: (3 Votos)

‘INSPIRADOR PARA CRIANÇAS E COM BOAS LIÇÕES PARA OS ADULTOS’

Quando falamos de animações logo nos lembramos de grandes estúdios como Pixar e DreamWorks, como se apenas na América do Norte vivessem as histórias infantis, mas a animação francesa do estúdio Gaumont, A Bailarina, aponta uma direção contrária.

Quase como se precisássemos mesmo reformular as histórias para meninas, o primeiro filme de Eric Summer e Éric Warin (animador de As Bicicletas de Belleville, 2003), “A Bailarina”, conta a inspiradora trajetória de Felice, a menina que sonha em ser bailarina e seu amigo Victor, que sonha em ser inventor.

“A Bailarina” é uma animação francesa do estúdio Gaumont

Os personagens cativam logo no início do filme quando já é revelado o jeito moderno para a Paris do século XIX de Felice, um bom contraste com seu sonho clássico de ser bailarina. Na história, percebe-se sutilmente uma crítica sobre seguir padrões pré-estabelecidos, já que Felice não deixa sua personalidade forte em segundo plano em nenhum momento. O segundo personagem mais cativante do filme é Victor, seu grande amigo que sonha em ser inventor e é apaixonado por Felice. O personagem é engraçado e traz boas mensagens ao filme.  Já a vilã causa certo espanto, apesar de sua cena principal trazer muita adrenalina, e ser um tanto agressiva.

Quanto à trilha sonora, moderna e divertida, não entra em conjunto com a época da ambientação, mas sim com a personagem principal, algo que pode ser interessante tratando-se de um filme infantil, já que a trilha sonora é mais próxima da idade do público. Sobre a  dublagem, esperada por ter a talentosa Mel Maia na versão nacional (a versão americana conta com Elle Fanning dublando Felice), deixa a desejar. A voz de Mel não se encaixa com a personagem; quanto aos outros dubladores, não há muitas surpresas a considerar.

A qualidade digital, utilizando uma iluminação bem finalizada em conjunto com o romantismo típico de filmes franceses é  uma combinação perfeita para a história de Felice; agrada ao público com seu jeito divertido de ver a vida e de lidar com seu sonho de ser bailarina da Ópera Nacional de Paris, que em 1869 não contava ainda com o charme da Torre Eiffel. A ambientação nesta época é um importante elemento da animação, já que os personagens possuem certa ligação com personalidades desse período.

A qualidade digital impressiona na animação

Uma mensagem inspiradora para as crianças e um sutil alerta de cuidado para os pais, no que diz respeito ao que é oferecido aos filhos. A Bailarina mostra-se a animação perfeita para quem gosta de histórias regadas com boas doses de humor e fofura. Felice e Victor conquistam até mesmo aos que têm o coração mais gelado, com um enredo moderno, mas sem perder o charme dos contos infantis.

Ficha Técnica

A BAILARINA (Ballerina)
Distribuidor: Paris Filmes
Gênero: Animação
Classificação Etária:
Data de Lançamento:  26 de janeiro de 2017
Tempo de Duração: 1 h e 30 minutos
Direção: Eric Summer e Éric Warin
Criador da Ideia Original e Roteiro: Eric Summer
Produção: Laurent Zeitoun e André Rouleau
Diretor de Fotografia: Jericca Cleland
Trilha Sonora: Klaus Badelt

Dublagem: Mel Maia (Félicie Milliner), Elle Fanning (Félicie Milliner) , Dane Dehaan (Victor),  Maddie Ziegler (Camille), Carly Rae Jepsen (Odette).

Sinopse:

Paris, 1869. Uma sonhadora menina órfã toma uma atitude arriscada para conseguir o que quer: foge para Paris para realizar o sonho de ser uma grande bailarina. Lá ela decide se passar por outra pessoa, e consegue uma vaga no Grand Opera, onde vai aprontar muitas aventuras.

 

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