BUMBLEBEE | CRÍTICA
Direção
Roteiro
Efeitos Visuais
Mixagem de Som
Trilha Sonora
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‘NÃO É UM FILME DO MICHAEL BAY’

Por Diego Costa

Transformers teve o diretor Michael Bay à frente de sua franquia nesses últimos 11 anos. Curtido pelo grande público, mas desprezado pela crítica, a verdade é que em meio a explosões visuais nas telas, os cinco filmes renderam mais US$ 3 bilhões somente em bilheteria. Esse é um bom motivo para a Hasbro não abandonar essa franquia, que ainda vende muitos produtos licenciados. Era hora de renovação e foi feito, porém com nova direção.

Desde o anúncio de Bumblebee com a direção de Travis Kinight (Kubo e as Cordas Mágica, 2016), mas com a presença de Bay na produção, ficava a dúvida de quanto teríamos a marca do ex-diretor nesse novo ciclo da franquia. Dúvida essa que foi quebrada logo nos primeiros minutos do longa. Travis foi à origem da obra, quando a Hasbro produziu o desenho animado de Transformers para vender seus bonecos, e nessa base construiu esse novo universo com pura nostalgia oitentista.  Travis fugiu completamente do estilo explosivo da antiga franquia e deu um novo olhar para esse reboot. E podemos dizer que realmente o diretor souber direcionar o olhar do espectador, que agora vai conseguir contemplar as cenas de ação entre os robôs gigantes, já que se afastou por completo da poluição visual e o frenesi, que trazia uma grande confusão e afastava mais o olhar do que o direcionava.  

Já é mais do que sabido que a história era o que menos importava para Michael Bay e simplesmente o diretor viajou em várias mitologias, que foi de dinossauros robôs à mago Merlin. Bumblebee é diferente e carrega um enredo e roteiro simples, mas que cumpre com o dever de casa, porque consegue agradar os fãs do clássico animado, em um ambiente nostálgico dos anos 80, mas que consegue interagir com o público infato-juvenil da atualidade. Traz empatia da sua personagem adolescente que tem problemas como qualquer outro e sua dificuldade com a construção de amizades, que é impactada pela sua relação inesperada com o alien de Cybertron. Aqui podemos ver uma possível influência Steven Spielberg (E.T. – O Extraterrestre, 1982), que é produtor executivo, na construção narrativa do roteiro, que cativa mais o espectador. 

Cativante

Cativante é o que pode mais ser dito sobre esse filme. As direções de Fotografia e Arte fazem um trabalho minucioso para ambientar a história nos anos anos 80. A caracterização dos personagens acerta em cheio na aproximação da animação clássica. Trazer o Bumblebee de volta ao fusca amarelo proporciona boas risadas e lembranças afetivas para quem já teve esse carro tão popular, como esse crítico que vos escreve. Em aguns momentos pude ver um toque de Se Meu Fusca Falasse (1968). Arrisco dizer que vão aparecer muitos fuscas amarelos pelas ruas. Esse trabalho foi tão marcante que é possível ver nos efeitos visuais que sempre melhoram nessa franquia. As cenas iniciais mostram as melhores cenas do filme, onde podemos contemplar ótimas ações em Cybertron. 

Sessão da Tarde

Bumblebee é uma aventura estilo Sessão da Tarde, se afastando por completo da sexualização da antiga franquia. Bem ambientado nos anos 80, com excelente mixagem de som e com boa trilha sonora regada a The Smiths. É um bom reinício para os Autobots com direito a Optimus Prime em sua personificação clássica

Ficha Técnica

BUMBLEBEE

Distribuidora: Paramount Pictures
Gênero: Ação, Aventura, Ficção Científica
Classificação Etária: 
Data de Lançamento: 25 de Dezembro de 2018
Tempo de Duração: 1 h 54 min
Direção:  Travis Knight
Roteiro: Christina Hodson

Produção: Michael Bay, Steven Spielberg, Ron Ames, Chris Brigham, Stephen Davis, Tom DeSanto, Lorenzo di Bonaventura, Brian Goldner, Mark Vahradian
Trilha sonora: Dario Marianelli
Direção de fotografia: Enrique Chediak
Edição: Paul Rubell
Design de produção: Sean Haworth, Gustaf Aspegren, Richard Bloom, A. Todd Holland, Sebastian Schroeder, Maya Shimoguchi

Elenco: Hailee Steinfeld, John Cena, Jorge Lendeborg Jr., John Ortiz, Jason Drucker ,Pamela Adlon

Sinopse: 1987. Refugiado num ferro-velho numa pequena cidade praiana da Califórnia, Bumblebee, um fusca amarelo aos pedaços, machucado e sem condição de uso, é encontrado e consertado pela jovem Charlie (Hailee Steinfeld), às vésperas de completar 18 anos. Só quando Bee ganha vida ela enfim nota que seu novo amigo é bem mais do que um simples automóvel.

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