De pequenos retoques a personagens inteiramente computadorizados, a tecnologia digital está tomando conta do cinema.

É possível contar nos dedos quantas grandes produções cinematográficas da atualidade fazem uso de pouco ou nenhum CGI (computação gráfica). Os avanços cada vez mais rápidos dão grande liberdade de criação aos cineastas, e facilitam a produção de longas que antes seriam dificílimos de tirar do papel. É o caso das duas versões em live action de Mogli – O Menino Lobo. Esta não é a primeira vez em que a história é contada com atores “de carne e osso”. Um filme dirigido por Stephen Sommers e lançado em 1994 adaptava o livro The Jungle Book, de Rudyard Kipling, e sua sequência em um único longa, que não obteve sucesso e é pouco lembrado.

Rob Legato (Avatar) será responsável pelo efeitos visuais do filme, que vai misturar atores reais com CGI.

Rob Legato (Avatar) será responsável pelo efeitos visuais do filme, que vai misturar atores reais com CGI.

Lançada no Brasil no início de Abril, a versão mais recente de Mogli – O Menino Lobo mantém o nome, e é produzida pela própria Disney, responsável pelo clássico animado. Esbanjando computação gráfica, o longa dirigido por Jon Favreau (Zathura; Iron Man) é fiel ao roteiro da animação, e usa a tecnologia digital (segundo alguns fãs, de forma excessiva) para criar os animais falantes e cenários do filme.

Com lançamento previsto para Outubro de 2018, Jungle Book  (a princípio The Jungle Book Origins), da Warner Bros., vai ainda mais além ao fazer uso da Captura de Movimento e Performance (MoCap), técnica que utiliza os movimentos do corpo e expressões do ator como base para a criação de um personagem inteiramente digital. O ator Andy Serkis, conhecido por ter se especializado técnica (dentre os seus papéis de maior destaque estão o símio Cesar, da nova trilogia de O Planeta dos Macacos, e a criatura Gollum, de O Senhor dos Anéis e O Hobbit) assumiu não apenas o papel de Baloo, urso que se torna grande amigo de Mogli, mas também a direção do longa, o seu primeiro na função.

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Andy Serkis vai dirigir “The Jungle Book”

            Embora alguns cineastas e cinéfilos puristas ainda prefiram que a utilização de recursos digitais em filmes seja a menor possível, é inegável que tais tecnologias ampliam cada vez mais as possibilidades dentro do universo cinematográfico. As recentes versões adaptadas de Mogli estão aí como mais um exemplo de que a computação gráfica pode ser uma grande aliada na criação de mundos e personagens fantásticos, desde que bem utilizada.

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