CRÍTICA | ROGUE ONE: UMA HISTÓRIA STAR WARS
Direção
Roteiro
Elenco
Trilha Sonora
Efeitos Visuais
Satisfação do Fãs
4.6Pontuação geral
Avaliação do leitor: (1 Voto)

‘PODE NÃO SER O MELHOR DE TODA A SAGA, MAS CHEGA PERTO, BEM PERTO’

A desconstrução da estrutura que foi apresentada em quase 40 anos com o propósito de solidificar na mente de cada fã e alinhar ainda mais os acontecimentos da saga Star Wars. Ninguém poderia imaginar, mas essa acabou sendo a função do primeiro spin-off da franquia de maior sucesso do cinema. Acha muita loucura, né? Então, embarque nessa viagem a uma galáxia muito, muito distante e descubra o que esperar de Rogue One: Uma História Star Wars, mas sem spoilers é claro!

A premissa do longa é extremamente simples e parece rasa: mostrar a busca pelos planos da Estrela da Morte que resultou no ataque já conhecido mostrado no filme Uma Nova Esperança. Por incrível que pareça, um dos trunfos é exatamente a forma como a história de desdobra, mesmo com um final “previsível”, surpreende aos fãs e presenteia o espectador com um leque de inovações e personagens cativantes.

Atuações, em sua maioria, podem se limitar ao mediano, mas nada que prejudique o filme.

Esse prólogo do Episódio IV serve muito mais do que um spin-off caça-níquel e garante um acréscimo incrível de camadas de profundidade a todo universo Star Wars mostrando um grande jogo de poder, batalhas de ego e superioridade, mas apresenta momentos crus em que as cenas de guerra são reduzidas ao confronto corpo-a-corpo buscando apenas a sobrevivência.

O filme, sabiamente, soa como uma análise crítica da situação política e econômica de diversos lugares do mundo (inclusive Brasil?) e como isso reverbera em tantos outros locais. A luta pela democracia e como a “ditadura” se justifica como um bem para o povo, pois o medo deve ser utilizado como uma forma de contenção dos “erros” da sociedade. Qualquer semelhança com a vida real não é tanta coincidência assim.

Mas se você está pensando “já vi esses elementos nas trilogias passadas”, a abordagem que Rogue One nos apresenta é completamente diferente do apresentado previamente, mas as diferenças não se resumem a enredo e desenvolvimento da história. O longa agrada tanto por apresentar uma série de aspectos alinhados e trabalhando em comunhão.

Não deixa de satisfazer a nostalgia de cada fã e culminar com cenas capazes de emocionar e despertar aplausos nos cinemas.

Nas questões técnicas apresenta uma fotografia completamente distinta de tudo que vimos no universo de Star Wars. Os olhos dessa vez repousam em cenários mais realistas e uma fotografia com tons mais neutros e escuros. Demais aspectos, como, figurino e trilha sonora compactuam na criação de uma áurea mais verossímil da produção.

Mesmo com tanta atenção a detalhes e vontade de fazer tudo novo, o filme não deixa de satisfazer a nostalgia de cada fã e culminar com cenas capazes de emocionar e despertar aplausos nos cinemas. Muitos podem não se identificar e/ou apegar com os novos personagens, mas essa é uma tarefa nada fácil ao dividir espaço com uma saga que apresenta a cartela de personas mais icônica da telona.

As atuações, em sua maioria, podem se limitar ao mediano, mas nada que prejudique o filme ou qualquer coisa do tipo. A protagonista Felicity Jones (A Teoria de Tudo), que dá vida a Jyn Erso, está bem no papel e cria uma espécie de “anti-heroína” com problemas familiares em busca de redenção. Talvez uma atuação superior a coroasse como “Han Solo da nova geração”, pois a personagem Lyn ensaia um conflito de ambiguidade moral, mas não leva muito além. Seu pai, Galen Erso (Mads Mikkelsen), é um grande cientista que trabalha para o Império e a interação dos dois garantem a sensação “muito Star Wars essa cena”.

Resultado final é um filme imperdível que pode não ser o melhor de toda a saga, mas chega perto, bem perto.

Par da protagonista é Cassian Andor, vivido por Diego Luna. O ator apresentou uma atuação natural e bem fluída. O ponto de ligação com o Episódio III é apresentado com os personagens Chirrut Îmwe (Donnie Yen) e Baze Malbus (Wen Jiang), que mesmo após a dizimação dos Jedis ainda são crédulos da Força e dos feitos que ela provém.

A direção ficou por conta de Gareth Edwards, que tem como obra de maior destaque a versão de 2014 do clássico Godzilla. O diretor fez um excelente trabalho ao criar muito mais que um filme de aventura e usou a base sci-fi na criação desse “épico-futurista”. O roteiro escrito por John Knoll e Gary Whitta é realmente mais denso que os demais, porém agrada e é quase aprova de falhas a olho nu.

Rogue One: Uma História Star Wars certamente divide opiniões do público, mas, criou uma nova leva de personagens e teve cenas que são grandes presentes aos fãs saudosistas. O resultado final é um filme imperdível que pode não ser o melhor de toda a saga, mas chega perto, bem perto.

Ficha Técnica

ROGUE ONE – UMA HISTÓRIA STAR WARS (Rogue One: A Star Wars Story)
Distribuidor: Disney / Buena Vista
Gênero: Aventura, Sci-Fi, Ação
Classificação Etária: 12 anos
Data de Lançamento:  15 de dezembro de 2016
Tempo de Duração: 2h e 14 minutos
Direção: Gareth Edwards
Roteiro: Chris Weitz, Tony Gilroy
Produção: Kathleen Kennedy
Trilha Sonora: Michael Giacchino

Elenco: Felicity Jones (Jyn Erso), Diego Luna (Capitão Cassian Andor), Ben Mendelsohn (Diretor Orson Krennic), Mads Mikkelsen (Galen Erso), Forest Whitaker (Saw Gerrera), Donnie Yen (Chirrut Imwe), Jiang Wen (Baze Malbus), Alan Tudyk (K-2SO), James Earl Jones (Darth Vader).

Sinopse:

Ainda criança, Jyn Erso (Felicity Jones) foi afastada de seu pai, Galen (Mads Mikkelsen), devido à exigência do diretor Krennic (Ben Mendelsohn) que ele trabalhasse na construção da arma mais poderosa do Império, a Estrela da Morte. Criada por Saw Gerrera (Forest Whitaker), ela teve que aprender a sobreviver por conta própria ao completar 16 anos. Já adulta, Jyn é resgatada da prisão pela Aliança Rebelde, que deseja ter acesso a uma mensagem enviada por seu pai a Gerrera. Com a promessa de liberdade ao término da missão, ela aceita trabalhar ao lado do capitão Cassian Andor (Diego Luna) e do robô K-2SO.

 

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