Não é só de comédia genérica e sem graça que vive o Cinema Brasileiro! Depois da Retomada, as produções nacionais melhoraram muito em qualidade e, principalmente, no número de produções por ano. A última década foi de longe um marco notável na trajetória do cinema nacional e você talvez não saiba disso.

Agora pode comemorar, porque o CineSideral trouxe uma lista em duas partes para você poder defender com conhecimento de causa as produções nacionais. Mais que isso: na terceira parte desse especial, você confere quais cinemas no Rio de Janeiro valorizam a indústria brasileira de filmes e abrem espaço para nossos filmes. Não há motivo para não sair de casa agora.

Em ordem cronológica, confira a Parte 1 da nossa lista:

 


 

O CÉU DE SUELY (KARIM AÏNOUZ, 2006)

No filme dirigido por Karim Aïnouz, responsável por alguns clássicos recentes da sétima arte brasileira (Não deixe de ver Madame Satã), O Céu de Suely conta a história de Hermila (Hermila Guedes), uma jovem cearense que, depois de tentar a vida em São Paulo, volta para sua cidade natal e espera o retorno de seu namorado, pai de seu filho. O tempo passa e o namorado não volta. Sem dinheiro para tentar de novo crescer na vida, em outro lugar, Hermila adota o pseudônimo Suely e tem a ideia inusitada de rifar seu corpo para juntar dinheiro.

 


 

O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS (CAO HAMBURGUER, 2006)

Do mesmo diretor da série Castelo Rá-Tim-Bum, queridinha dos nostálgicos, o comovente O ano… narra a história de Mauro (Michel Joelsas) da perspectiva dele mesmo quando seus pais são obrigados a sumir por conta de ditadura militar no ano de 1970, mesmo ano em que o menino, fã de futebol no auge de seus 12 anos, comemora a Copa do Mundo.

 


 

ESTÔMAGO (MARCOS JORGE, 2007)

Não se surpreenda se João Miguel, protagonista de Estômago, estiver em várias produções dessa lista. O ator é figura certa no cinema e, mais uma vez, foi além das barreiras na pele de Raimundo Nonato, cearense que migra para São Paulo, aprende a ser cozinheiro e encontra Iria (Fabíola Nascimento), uma prostitua que muda sua vida… para o bem ou para o mal.

 


 

O CHEIRO DO RALO (HEITOR DHALIA, 2007)

Humor negro também ganha espaço nessa adaptação do livro homônimo de Lourenço Mutarelli. Já Selton Melo, outra figura recorrente no cinema, encarna o perturbado dono de uma loja de objetos usados, acompanhado de sua secretária e segurança. As coisas começam a ficar estranhas quando o cheiro vindo do ralo de seu galpão o atormenta. Divertido, a vida da sociedade do ponto de vista dos roteirista da obra é bem diferente e interessante.

 


 

SANEAMENTO BÁSICO, O FILME (JORGE FURTADO, 2007)

Usando e abusando da metalinguagem, Jorge Furtado (de O Homem que Copiava e Meu Tio Matou Um Cara) conta sobre como usar o dinheiro do governo destinado a um festival de curtas numa obra de saneamento básico. Para isso, Marina resolve fazer uma produção sobre um mostro que vive nas obras da fossa que melhorará a qualidade de vida na cidade. Não, não é mais um drama! É uma comédia ótima protagonizada por Fernanda Torres e Wagner Moura.

 


 

PROIBIDO PROIBIR (JORGE DURÁN, 2007)

Com o campus da UFRJ como cenário, a história de amor e amizade de Proibido Proibir é retratada a partir da história de três estudantes. Um deles é Paulo (Caio Blat), estudante de Medicina, que se envolve com Letícia, personagem de Maria Flor, enquanto ela ainda namora Leon (Alexandre Rodrigues), estudante de ciências sociais. É quando a realidade encontra a o faz de conta de vida dos protagonistas que a violência barra e modifica os significados da descoberta do amor.

 


 

TROPA DE ELITE (JOSÉ PADILHA, 2007)

Sem dúvidas o maior sucesso dessa lista, Tropa de Elite despensa apresentações. O filme levou o diretor José Padilha a Hollywood, trouxe discussão sobre corrupção, hierarquia social, violência, desigualdade e, na época, as questões que norteiam a pirataria. O caso ficou famoso por viralizar entre os camelôs antes de sua estreia. O sucesso deu luz à continuação do filme, trazendo novamente Wagner Moura no icônico papel do Capitão Nascimento e foi para as telonas em 2010.

 


 

ENCARNAÇÃO DO DEMÔNIO (JOSÉ MOJICA MARINS, 2008)

Viva Zé do Caixão! Encarnação do Demônio é o final da trilogia iniciada em 1963. Quarenta anos depois de ser preso num manicômio, Zé do Caixão retorna às ruas para procurar uma mulher com o objetivo de dar a luz ao filme do capiroto. A presença do personagem deixa um rastro de terror pela cidade e acarreta vinganças.

 


 

APENAS O FIM (MATHEUS SOUZA, 2009)

De todos os cults-bacaninha, eu quis você porque a sua referência bate com a minha. Na estreia de Matheus Souza antes mesmo de se formar em cinema, o diretor conta a história do dia final de um casal pelos corredores da PUC, no Rio de Janeiro. Repleto de nostalgias e citações de um passado recente, os namorados vividos por Gregório Duvivier e Erika Mader transitam entre The Strokes e Power Ranger para contar sua história a lá Woody Allen.


 

É PROIBIDO FUMAR (ANNA MUYLAERT, 2009)

Antes de tudo, Anna Muylaert é uma contadora de histórias. Os personagens comuns são os retratos dos tipos brasileiros. O tipo escolhido é o de Baby (Glória Pires), uma mulher solitária que vive no apartamento que a mãe deixou e, por isso, está sempre num contato agridoce com suas irmãs. Quando o músico Max (Paulo Miklos) se muda para o apartamento vizinho, a professora de violão resolve até parar de fumar para viver essa aventura da vida cotidiana.

 

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